O Ministério Público acusou quatro responsáveis de uma IPSS de Vila Cova, em Barcelos, de corrupção, por alegadamente terem exigido quantias entre os 1.000 e os 37.500 euros para admissão de idosos no lar da instituição.
Em nota ontem publicada na sua página, a Procuradoria Geral regional do Porto, refere que os factos ocorrerem entre setembro de 2010 e fevereiro de 2014, sendo os arguidos o presidente, dois diretores técnicos e uma administrativa da IPSS, além da própria instituição.
Os cinco estão acusados da prática de um crime de corrupção passiva no setor privado.
O MP considerou indiciado que os arguidos singulares eram os únicos responsáveis pela gestão dos processos de admissão de utentes para o lar de idosos.
Ainda segundo o MP, os arguidos, violando as regras que regem a admissão de utentes às IPSS, “fizeram depender a admissão no lar de 29 idosos, ou a fixação de prestação mensal mais baixa, do pagamento, por estes ou por familiares, de quantias que variaram entre os mil e os 37 500 euros”.
Acrescenta que estas quantias foram efetivamente entregues, exceto em dois casos.
O MP pede ainda que os cinco arguidos sejam condenados a pagar ao Estado o montante global de 275 mil euros, “por constituir vantagem patrimonial da atividade criminosa que desenvolveram”.
Fonte: Lusa
Foto: DR
Cávado fm
A voz de Barcelos
102.4 fm
radiocavado.pt