O ponto alto dos festejos religiosos é a procissão a 3 de Maio. Chama milhares de pessoas à cidade, o que vinca o cunho religioso das festividades.
A parte mais importante do culto católico é a celebração da eucaristia, celebrada ao meio-dia no templo do Senhor da Cruz. A procissão é o ato mais vistoso, porque passa na rua com as 89 cruzes. Este ano, quisemos trazer um quadro alusivo ao centenário das aparições de Fátima e poderão ver de novo o desfile dos 12 volumes da Bília que mais de 600 barcelenses escreveram à mão.
Como lida a Paróquia de Barcelos com a relação com o profano a que obriga a Festa das Cruzes?
Não há qualquer desconforto. Temos que nos situar no contexto deste Minho, em que não há povo nenhum que não celebre o seu padroeiro. A festa religiosa da terra tornou-se cada vez mais popular. Em tempo de desafeição pelo mundo religioso, mesmo assim as pessoas não prescindem da sua festa ao santo de devoção, isto está na alma do povo, é preciso que a saibamos interpretar. A procissão é o elemento central da Festa das Cruzes, é à volta dela que se contrói o programa e vejo com agrado que isso aconteça.
Barcelos tem potencial para o turismo religioso?
Tem. E se não for o turismo religioso não sei o que será que cativará as pessoas. O património religioso é rico mas precisa de estar acessivel e cuidado. A conservação da arte é um grande ónus. Se juntássemos o património móvel das três principais igrejas da cidade e da Casa do Menino Deus faríamos um grande museu de arte religiosa na cidade que seria uma mais-valia.Categorias Geral