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Rádio Cávado

2020/05/18

ESTADO DE CALAMIDADE NO TURISMO DO MINHO - APROTURM

Barcelos Opinião Regional

A manter-se o estado atual de ausência efetiva de foco, por parte das entidades oficiais nacionais, regionais e municipais de turismo no relançamento da atividade do turismo e do redesenhar de novas abordagens ao relançamento do setor, completamente parado, receia-se uma crise prolongada e dolorosa na região. -----------// ---------- A Associação de Profissionais de Turismo do Minho (APROTURM), vê com especial preocupação o futuro do turismo no Minho. A análise dos resultados do inquérito que promoveu entre 3 e 13 de maio inclusive, e as conclusões do Fórum que promoveu entre 23 de março e 7 de maio (que contou com a presença de especialistas e investigadores no mercado do trabalho, no investimento, nas agências de viagens, empresários da hotelaria e alojamento, restauração e animação turística e políticos locais ligados ao setor), vêm demonstrar a evidência de um setor frágil, constituído por micro e pequenas empresas dominantemente com menos de 5 trabalhadores. Na fase que antecedeu a Pandemia do COVID 19, havíamos já apelado para a necessidade de se reforçar a capacidade das empresas ligadas ao turismo no Minho. Efetivamente registávamos uma significativa ausência de profissionais licenciados nas empresas de turismo da região. Constatavam-se então, excelentes resultados para o turismo em Portugal e na Região Norte, mas não existiam políticas de reforço estratégico das empresas, quer pelo aumento da sua capacitação técnica e tecnológica, nem pelo reforço da capacitação do seu potencial humano. Os programas de apoio à empregabilidade de quadros superiores era praticamente ou quase inexistentes (limitando-se a medidas gerais sem qualquer visão estratégica para o reforço da capacitação em novas competências ao nível dos recursos humanos para o setor do turismo). A Entidade de Turismo do Porto e Norte, havia entrado numa grave crise interna e, como tal, não tem tido a capacidade de atuar de forma estratégica na construção e apoio ao desenvolvimento de um tecido empresarial mais forte. O seu papel tem sido residual para garantir uma maior resiliência na ultrapassagem das dificuldades que as empresas do turismo, sentem no coração da sua atividade, arrastando toda a economia regional. A ausência de capacidade organizativa ao nível das estruturas associativas empresariais para apoiar o tecido empresarial do turismo da região minhota, surge como uma fragilidade relevante, impedindo os empresários de se sentir representados e defendidos ao mesmo nível que se encontram em outras regiões do país. (exemplo do Algarve onde o setor hoteleiro tem exigido medidas concretas de apoio ao setor) A brutal redução de negócio e a ausência de expectativas sobre o próximo futuro, apresentam cenários de forte preocupação, no aumento do desemprego no setor, na paragem dos projetos privados de turismo, no encerramento de empresas de turismo e na completa desorientação sobre o futuro do setor. O turismo internacional sofrerá os efeitos do despedimento em massa nas companhias aéreas, da crise económica que afetará os países emissores para Portugal, do aumento do desemprego e da queda do PIB nos diferentes países, a que acresce a incerteza relativa a uma segunda vaga da pandemia do COVID 19. A APROTURM, lamenta que até à data não tenham sidos realizadas reuniões de emergência por parte dos Conselhos Consultivos Municipais de Turismo para analisar a situação do setor ao nível de cada Concelho da região do Minho. A manter-se o estado atual de ausência efetiva de foco no relançamento da atividade do turismo e do redesenhar de novas abordagens ao relançamento do setor, completamente parado, receia-se uma crise prolongada e dolorosa na região. Dada a ausência de informação e dados reais sobre o estado do tecido empresarial do turismo na região, a APROTURM, receia que, no momento do redespertar para o relançamento da atividade, os profissionais do turismo se tenham desviado do setor, perdendo-se capacidade regional. Atualmente muitos dos profissionais estão a confrontar-se com o encerramento de unidades de alojamento, de restauração, de animação turística e agências de viagens, gerando uma mais frágil oferta de serviço e produto turístico na região. A escassez de informação e de medidas não favorece uma atitude positiva por parte dos profissionais que receiam pelo futuro do turismo na região. A APROTURM, releva no entanto, o esforço que, Sua Excelência o Presidente da República e o Governo têm realizado para manter Portugal e o Minho numa caminhada prudente de desconfinamento e de reconquista da confiança. A APROTURM, no quadro de análise dos resultados do estudo que efetuou e das conclusões que produziu o FORUM sobre o PÓS-COVID 19 no Minho, apela à necessidade de se implementar uma política focada no relançamento do setor que passará por: - Criar uma Operação Integrada de Desenvolvimento para o turismo da região do Minho, com meios para apoiar o efetivo reerguer do tecido empresarial, da empregabilidade e capaz de apoiar o desenvolvimento de uma estratégia de relançamento do turismo da região; - Promover uma caracterização urgente do tecido empresarial, identificando o potencial instalado e conhecer o estado atual e futuro de capacidade de relançamento da atividade; - Reclamar a realização de reuniões, com carácter de urgência, dos Conselhos Consultivos de Turísmo Municipais, para se analisar o impacto e situação efetiva do setor empresarial do turismo. Para se poder tomar consciência sobre o verdadeiro estado e capacidade do tecido empresarial do turismo para se recompor e se relançar em termos concelhios e regionais; - Desenvolver um verdadeiro e estratégico programa de fomento da empregabilidade no setor do turismo regional, apoiando com financiamentos orientados à contratação de técnicos licenciados. ( à semelhança ao programa implementado na oportunidade pelo saudosa Prof Veiga Simão designado Jovens Técnicos para Indústria e que foi o melhor programa nacional de integração de quadros nas PME´s em Portugal) - Apoiar a capacitação das estruturas associativas empresariais e profissionais para que possam contribuir para o relançamento do setor no acompanhamento das empresas ainda em funcionamento; - Criar viveiros de micro empresas para o setor do turismo, como forma de renovar e substituir as empresas que encerrarão a sua atividade. A APROTURM, encontra-se disponível para cooperar com as instituições públicas e privadas que pretendam contribuir de forma ativa para o relançamento e desenvolvimento do Turismo do Minho. Relatório APROTURM - Impacto COVID-19 nas empresas turísticas Minho   Cávado fm A voz de Barcelos 102.4 fm radiocavado.pt

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